Projeto mareIA: módulo AgroSUS para telemonitoramento e apoio à identificação precoce de intoxicações por uso de defensivos agrícolas
0.1.0 - ci-build Brazil flag

Projeto mareIA: módulo AgroSUS para telemonitoramento e apoio à identificação precoce de intoxicações por uso de defensivos agrícolas, publicado por Fatec Ferraz de Vasconcelos. Este guia não é uma publicação autorizada; é a compilação contínua para a versão 0.1.0 construída pela FHIR (HL7® FHIR® Standard) CI Build. Esta versão é baseada no conteúdo atual de https://github.com/jefersonrl/AgroSUS-FHIR/tree/main e muda regularmente. Veja o Diretório de versões publicadas

4. Processos de Negócio e Workflows

Componente 4 do DAK — Processos de negócio e workflows. Quatro macrofases do fluxo assistencial do AgroSUS.

Cadastro → Triagem ocupacional (anamnese) → Resposta clínica e vigilância biológica → Acompanhamento longitudinal

Fase 1 — Cadastro

  1. Identificação do trabalhador rural pelo ACS em sua área de abrangência.
  2. Cadastro do trabalhador (AgroSUSPatient) e da propriedade rural (Seção 3 da anamnese).
  3. Vínculo do ACS responsável (AgroSUSACSRole) e da UBS de referência (AgroSUSUBS).

Fase 2 — Triagem ocupacional (anamnese)

  1. Aplicação da anamnese ocupacional/ambiental em visita domiciliar (AgroSUSVisitaACS + AgroSUSAnamneseResponse), cobrindo propriedade, assistência técnica, capacitação, defensivos, rastreabilidade, exposição, EPI, armazenamento, destinação de embalagens, exposição familiar, condições de saúde, histórico de intoxicação e boas práticas.
  2. Sincronização atômica e offline-first via AgroSUSTransacaoVisita.
  3. Avaliação dos gatilhos de alerta (Seção 16 — ver componente 6): sintoma agudo, produto categoria 1/2 sem EPI, histórico de intoxicação prévia.

Fase 3 — Resposta clínica e vigilância biológica

  1. Avaliação clínica na UBS (AgroSUSAtendimentoUBS), priorizada quando há gatilho de alerta.
  2. Registro da condição clínica de suspeita/confirmação de intoxicação (AgroSUSIntoxicacaoPesticida), quando aplicável.
  3. Solicitação de exame de colinesterase (AgroSUSSolicitacaoExame) — valor basal na admissão, rotina mínima semestral (NR-7 7.4.2.1), ou por gatilho (sintomático, retorno de afastamento, mudança de função).
  4. Resultado laboratorial (AgroSUSResultadoLaboratorial / AgroSUSLaudoLaboratorial) e classificação por percentual de inibição.
  5. Conduta frente a resultado alterado: afastamento do contato por 30 dias, reavaliação em 30 dias.

Fase 4 — Acompanhamento longitudinal

  1. Definição ou revisão do plano de acompanhamento (AgroSUSPlanoAcompanhamento), com periodicidade das reavaliações.
  2. Reaplicação periódica da anamnese e dos itens de boas práticas (Seção 15) pelo ACS.
  3. Registro de proveniência (AgroSUSProvenance) e auditoria (AgroSUSAuditEvent) de todas as operações.

Tarefas × dados × decisões

Tarefa Dados (componente 5) Decisão (componente 6)
Anamnese ocupacional Seções 1–15 do questionário Gatilhos de alerta (Seção 16)
Monitoramento biológico Colinesterase plasmática/sangue total (LOINC) Classificação por percentual de inibição; periodicidade
Avaliação clínica Condição, exames, laudo Conduta frente a resultado alterado
Acompanhamento Plano de acompanhamento, proveniência Periodicidade das reavaliações